sábado, 16 de janeiro de 2021

Love is (really) on the little things


    Sempre fui romântica, daquelas mesmo incuráveis. E se vos disser que foi esse romantismo que me "levou" a ele é a parte mais engraçada. Pois bem, passo a explicar. Estava a ler um livro em que a rapariga está de castigo no quarto e por isso já não pode ir ter com o seu crush. Mas o crush aparece na rua dela e conseguem falar através de uma caixa telefónica no inicio da rua dela, bastando ela escrever no vidro embaciado do quarto dela o seu número. Num ato de loucura pensei fazer o mesmo mas tendo em conta que estava num autocarro achei melhor guardar isso para mim e escrevi apenas o meu nome. Mas a verdade é que vivemos na era das redes sociais, e tendo eu um nome raro, foi facil ele encontrar " a Rapariga do Autocarro" no facebook. O resto é história... 
Mas não é por isso que vos escrevo. Ao fim de mais de 8 anos e meio de namoro e quase 4 anos a morar juntos, por vezes pergunto-me se é amor ou comodismo (é das coisas que mais medo tenho, de cair na rotina e passar a ser "apenas" alguém que sabes que vai estar ali) mas há sempre algo que me leva as inseguranças.
    Talvez o facto de se levantar às 7h30 para tomarmos o pequeno almoço juntos, mesmo com este frio descomunal e podendo ficar na cama até mais tarde. Talvez tenha sido daquela vez que acordamos tarde e ele, mesmo tendo formação online, me preparou um café com leite para levar e beber a caminho do trabalho. Ou talvez seja apenas o facto de todas as noites deixar que eu encoste os pés gelados nos dele e dizer sempre que não se importa. É talvez, talvez seja tudo junto, mas de certeza que é ele ♡

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Dias preferidos

 Há coisas que para mim fazem sentido que não são comuns a toda a gente. Isso acontece com todos. Temos assuntos globais em que todos devíamos concordar, como acabar com a fome no mundo, dizer não há discriminação, etc. E depois temos assuntos em que é normal discordar, como a cor ou a comida preferida ou os dias preferidos no ano. 

Bom, eu tenho 3 regras no que toca a dias preferidos no ano, porque celebram as 3 "coisas" que eu mais valorizo:

- o Natal, porque para mim significa família. Venho de uma família beeeeem pequenina (pais, irmão, avós e avôs, tios, tias e primos = éramos 13!) e os meus pais têm um café, o que significa que não haviam festas, férias, fins de semana ou feriados porque o café tinha de abrir. Portanto o Natal era a única altura do ano em que tudo parava e nos reuníamos. ❤

- o aniversários da família e amigos, porque nada melhor que celebrar a existência de quem amamos, de quem nos faz dar o nosso melhor sorriso e que tem aquele abraço-casa. 

- o meus aniversário! Porque se é para celebrar a existência de quem amamos, eu estou incluída nessa lista! Com todos os dias de mau feitio ao acordar, todos os defeitos, todos os quilos ou rugas a mais e com tudo aquilo de que me orgulho, de que faço bem. É a relação mais séria que tenho, aquela que não posso acabar mesmo que queira, portanto mais vale celebrar a sério. Hoje foi dia de festa. Amanha é a primeira página dos novos 365 dias de amor, luta, desespero, fé e tudo o que possa vir. 

AOS 27 !!!! 🥂

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Apenas um reminder assustador




Já visitei muitas fábricas com condições muito boas: boas cantinas, boa comida, bom ambiente, uma até tinha uma sala de descanço para os funcionários que imitava um bar de forma a poderem passar mais tempo juntos no fim da hora de trabalho. Um patrão realizava 3 passeios com tudo pago para as funcionárias, trazia bolo nos dias de aniversário de cada uma delas e fazia uma festa de natal para elas e toda a família.
Mas também já vi coisas más (não no sentido de trabalho forçado, infantil ou assim, na Europa felizmente são casos mais raros). Visitei uma fábrica em que com 2 casacos e inúmeras camadas de roupa não conseguia sentir os pés ou as mãos de tão gelado que era porque o teto era uma lástima. Já visitei fábricas tão grandes que não faziam ideia de que os trabalhadores estavam descontentes com os encarregados porque faltava essa capacidade de relacionar e os trabalhadores achavam que de nada valia apresentar reclamações. Vi pessoas a almoçar no armazém de tintas, com aquele cheiro fortissimo, porque era o único sitio onde tinham uma mesa ou a passar os intervalos sentados à frente de uma máquina de costura (o seu local de trabalho) porque não tinham outro sitio para poderem comer sentados. 

Sabem o que me assustou mais? Essas pessoas achavam que estava tudo bem. Porque o patrão pagava o salário mínimo certinho, "porque sempre tivemos estas condições", porque já com o pai do patrão era assim que funcionava. Porque nunca conheceram outra realidade, quer vivida por eles, por familiares, amigos ou conhecidos. E isso é que assusta! Porque a desinformação, a falta de conhecimento, o crescente abandono escolar ou o facto de as condições escolares não serem satisfatórias levam a que as pessoas não sejam elucidadas de como as coisas funcionam e acreditem que é o que "merecem", que não dá para mais, que é assim em todo o lado.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

I miss you everyday

I won't say I think of you every day but I can't say I forgot you. I just decided that I could not bear the idea of thinking of you all the time. I needed to let you go, in order to make my life flow.
Now, I look back, I was so little and so afraid that I was not able to accept you as mine.
Now, a few years later, I know that I grew up as a person because I had you in my life and I hope that wherever you are you know that besides all that, I loved you and still do.
Hope you can forgive me because you will always have a part of me...

sábado, 12 de janeiro de 2019

Um momento de realização pessoal

Este trata-se de um fun/really-sad moment:
Quando me apercebo que realmente ODEIO o meu curso e que NUNCA NA VIDA vou exercer algo relacionado com isto porque seria matar-me todos os dias, mas no fundo me sinto orgulhosa por ter concluido a licenciatura e o mestrado (excepto tese) nesta área, porque só mostra perseverança (<<algum>> excesso de positivismo de "um dia ainda vou gostar disto") e no fundo também algum masoquismo.

sábado, 12 de maio de 2018

Come what may

Há sentimentos que gosto que fiquem guardados para sempre. Este é um deles. Saber que nos momentos bons e maus estás sempre lá. Venha o que vier, come what may 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

I feel like a mess


É muita coisa a acontecer e tanta coisa negativa que ando perdida no meu mundo sem encontrar um rumo. Foi mau olhado ou hora de azar? Devo rezar a Deus, defumar a casa e avida dos maus espiritos ou simplesmente esperar que tudo volte ao normal?
Poças, à dias de m*rda mas esta semana abusou

S*