Muitas vezes perguntam-se o que quero ser, o que quero seguir após a faculdade. Obviamente entendo o significado da questão mas muitas vezes apetece dizer que o que quero é ser feliz. Porque basicamente é isso não é?
O que importa se estou na maior empresa do mundo no ramo x ou se sou empregada de mesa?
O que importa é chegar a casa, cansada ou não, e pensar que amanhã há mais e que isso afinal não é mau de todo. Chegar a casa e ser recebida com montes de lambidelas e histéricas cadelas a pular e a correr como se não me vissem há 4 anos, quando apenas sai há umas horas atrás.
O que eu quero é ver o sorriso de quem amo ao ver-me chegar, sentir as coisas boas e vivê-las intensamente. Quero o típico conto de fadas de um amor eterno e uma casa cheia de mini-eu e mini-ele. É o quero e é o que me fará feliz. Não é o que todos precisam para ser feliz mas é o que me fará feliz.
Importa se ganho 500€ ou 5000€? Não, faz diferença claro no modo de vida mas não é o que me chateia à noite nem o que faça diferença no modo de viver. Porque sempre fui habituada a viver com pouco e sempre fui feliz. Tinha uma família especular e isso superava qualquer brinquedo ou roupa de marca.
Vejo muitas vezes o dinheiro reprimir outras coisas que, na minha opinião seriam mais importantes e custa-me. Sei que devemos tentar sempre ter uma vida melhor mas não podemos fazer disso a nossa meta de vida. Temos de definir prioridades mas será que andamos a defini-las bem?'
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
terça-feira, 12 de julho de 2016
Quando o desespero ataca e ninguém percebe um corno do que este texto fala (nem mesmo eu)
Estou em desespero e nem sei bem com o quê.
Ando a fugir de algumas coisas que mesmo assim nunca me saem da cabeça.
Eu tenho problemas, mas há quem tenha vidas piores. Isso anima-me? Não! Porquê? Porque mesmo assim eu continuo a ter de lidar com os meus problemas, que apesar de terem soluções (mais ou menos) fáceis continuam a ser problemas meus. Eu disse lidar? Desculpem lá, queria dizer fugir.
E no meio disto tudo acho que o pips do meu mundo anda na lua, ou se calhar até disfarço bem...
E vocês perguntam "então Sam que se passa?" e eu digo - Tenho o quarto super-hiper-mega desarrumado.
E vocês ficam "mas isso é um problema?!?!?!" Não é bem, porque o quarto está sempre assim mas aqui a pessoinha para "fugir" de fazer outras coisas o que faz? Decide arrumar o quarto. Ou pelo menos pensa no assunto.
"Então afinal qual é o problema?" - Eu gente! Eu sou o meu próprio problema! A minha falta de vontade para fazer aquilo que devo é o meu problema, a minha falta de foco é o meu problema, a minha falta de sonhos é o meu problema, a minha falta de consciência é o meu problema! Basicamente toda eu sou um problema. Pergunto-me como é que as pessoas ainda me aturam xD
Ok, talvez a TPM também seja o meu problema...
domingo, 19 de junho de 2016
Que venha o diabo e escolha que da minha parte está difícil
Na tomada de decisões deve pesar tudo, os prós e contras de cada opção. Mas como podemos nós atribuir os pesos correctos a cada pró e cada contra quando se tratam de deci~soes difíceis e consideradas como life changing? Porque como digo muitas vezes nas auditorias que faço "uma nota 2 por não fazer uma formação nunca poderá pesar tanto como uma nota 2 devido a trabalho infantil ou discriminação".
Podemos nós pôr o amor e a situação financeira no mesmo patamar?
Eu sei que a resposta parece óbvia mas como já aprendi "cada caso é um caso" e "nunca digas nunca".
terça-feira, 14 de junho de 2016
As politiquices da emigração
Relativamente aos políticos (os antigos e actuais):
1. um diz:
"Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sector privado não consegue ter oferta para todos. Nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que (...)querendo-se manter, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa"
2. outro diz:
É também uma oportunidade de trabalho para muitos professores de português que, por via das alterações demográficas, hoje não têm trabalho em Portugal e que podem encontrar aqui (em França)"
Para mim ambos referem o mesmo - a situação no país ao nível da economia e sem qualquer dúvida no ensino está complicada e, como todos precisamos de dinheiro e ele não cresce das árvores, há que procurar outras hipóteses como o caso de (1) países da língua portuguesa ou (2) países com quem Portugal tenha afinidades.
Para o povo o que querem dizer é com estas frases é:
(1) está a expulsar jovens do país, dizendo-lhe para emigrar.
(2) aponta caminhos alternativos, como a emigração.
Ora bem, se para ambos o assunto é terem trabalhadores portugueses lá fora (quer seja em países cuja língua é a portuguesa, ou quer seja num país como a França) é considerado emigrar. Se ambos mencionam oportunidades lá fora é porque acham que cá dentro o sector não está propriamente bem ou porque sabem que a oferta de emprego nesta área excede em demasia a procura. Eu não vejo mal nenhum nestes casos. Aliás, prefiro que me digam "vai porque isto está mal" do que me iludam com um "fica que nós resolvemos". Porque a verdade é uma se a idade da reforma aumenta (como tem aumentado em muitos países) e se o número de licenciados na área também aumenta, enquanto há escolas a fecharem por falta de crianças devido à desertificação, então obviamente que o número de professores será demasiado grande. E a solução dos políticos será qual? Abrir escolas que muitas vezes apenas serviriam para 10 ou 15 crianças (ou talvez menos)? Matar os professores "a mais?"
Eu entendo a injustiça de crianças fazerem km e km para terem um dia de aulas mas sejamos racionais. Os custos de manter um estabelecimento aberto para um numero reduzido de crianças é avassalador. Uma luz gasta tanto ao estar acesa para 1 pessoa como para 30. Mas se 30 pagam 0.10€ então aquela pessoa sozinha terá de pagar os 3€ sozinha...
Pois minha gente, falar é fácil mas quando se está em contenção de gastos a vida complica e as decisões são mais difíceis porque não se dá a uns sem tirar a outros.
Digam lá? Acham que estou assim tão errada?
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sábado, 4 de junho de 2016
Eu e os problemas
Dizem que devemos falar dos nossos problemas para que a solução seja mais visível, para não carregarmos o peso sozinhos, para não enchermos o saco até ele rebentar de vez e não haver costura possível.
Eu nunca fui de falar dos meus problemas. Primeiro porque achava que eu não tinha essa importância. Porquê falar de mim, de uma pessoa sem qualquer interesse? Se eu não era interessante, então os meus problemas nem iam ser ouvidos, as pessoas não iriam perder o seu tempo.
Com o tempo, e de tantas vezes que me deram na cabeça, comecei a falar dos meus (alguns) problemas. E querem saber? Deu m*rda!
As pessoas, mesmo aquelas que nos ouvem, não podem viver a nossa vida, não sabem o quanto certos problemas nos derrubam. As palavras nem sempre ajudam e muitas vezes em vez de falarmos um problema enorme e ele se tornar pequeno arranjamos um problema enorme e um raspanete/sermão que dura até que o problema esteja resolvido.
Fartei-me. Não vale a pena falar, nunca valeu.
Eu posso ter a dor num pé que o vizinho vai ter a dor no corpo todo. Não quero dizer que eu não tenha problemas reais ou que o vizinho exagere nos seus problemas. Mas cada um sabe o que cada problema lhe custa. E apesar de saber que há coisas que devemos verbalizar, coisas que nos matam o coração, que nos levam à loucura, ao desespero, que nos fazem ter pensamentos maus.
Mas acho que a maioria dos meus problemas vai ficar comigo, não há palavra amiga que ajude e fartei-me das festinhas nas costas. Vou viver os problemas, preocupar-me, passar noites sem dormir até encontrar a solução ou até ela vir até mim.
Se é profissional, fica comigo. Já dizia a minha bisavó.
Na vida temos sempre dois sacos, o pessoal e o profissional. Em casa o profissional só abre quando necessário e no trabalho o pessoal nunca deve abrir. Temos dois sacos: um para o que é nosso e assim deve ficar (porque há sempre quem cobice) e o que é possível partilhar. O segredo é saber quando abrir cada saco.
E como dizia o padrinho da minha avó o segredo é mostrar tudo, excepto aquilo que nos faz feliz.
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domingo, 29 de maio de 2016
Flores - mais do que para os mortos, são para os vivos
A mãe foi operada e fez anos enquanto ainda estava no hospital. Fomos todos lá. As pequenas prendas e presenças deixaram-lhe um sorriso no rosto. Quando eu e o meu irmão saímos, entrou o pai que lhe comprou uma rosa branca.
Apenas uma, mas foi o suficiente para derreter a mãe. Podia ser uma flor do jardim cá de casa, podia até ter sido roubada ao vizinho. O importante é que foi o pai que a levou, foi ele que se lembrou dela, foi ele que a procurou. Foi o símbolo do carinho e amor que ele tem.
Porque flores não são só para os mortos. Aliás, devemos é felicitar e mimar os vivos!
É verdade que as flores murcham mas estiveram lá, mostram o amor, o carinho, a preocupação. Mostram que queremos celebrar a vida da pessoa a quem as damos, queremos colorir o dia dessa pessoa. É uma forma de dizer "Ei, lembrei-me de ti". Não duram para sempre é certo mas o pouco que duram relembram que há alguém que gosta de nós.
E até é melhor que sejam assim, que durem apenas uns dias. Assim temos mais desculpas para ter mais flores*
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segunda-feira, 9 de maio de 2016
A vida é feita de escolhas
E num dos momentos da minha vida em que mais escolhas tenho feito e tenho para fazer, sinto-me perdida.
Porque se temos de fazer escolhas é porque ambas as hipóteses têm pontos bons e pontos menos bons e porque não somos bruxos para saber qual o resultado da nossa escolha nem qual a que nos vai fazer mais felizes.
A incerteza... Esta danada que me faz dar 2 passos atrás e um para a frente! Ninguém te pode ajudar, "é uma escolha tua" dizem eles quando só precisava de uma bola de cristal para ver qual a escolha e o seu resultado.
A vida é feita de escolhas, tal como o filme "The Choice", que nos mostra que quando as escolhas são feitas com o coração, mesmo que a razão diga que não, serão sempre a hipótese que nos faz mais feliz. Espero conseguir ultrapassar esta fase de escolhas e chegar finalmente à bonança porque neste momento o meu coração está farto da tempestade.
Aqui fica o trailer de um romance que achei super fofo.
Preparem os lenços!
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