Eu sei que quando lutamos por algo e o conseguimos o sentimento de realização pessoal é a melhor das recompensas. Mas há certas alturas na vida - nomeadamente o verão e as férias - em que gostava de ter uns papás que me dão tudo bastando eu dizer "eu quero!". Eu nem peço muito mas o problema é que nem adianta pedir porque financeiramente a coisa não dá...
Conclusão? Se quero uns dias de férias, nem que seja naquela hostel baratuxo naquela terrinha a meia hora de casa, tenho de trabalhar para isso...
Esta é uma arte difícil. Eu em criança dizia que os meus beijos esgotavam e por isso só podia dar em ocasiões especiais. E com os conselhos é igual, costumo dizer que só dou conselhos quando mos pedem porque se andar sempre a gastar os bons conselhos por aí, quando realmente precisar de um vão estar esgotados.
Por isso mesmo deixo aqui uma dica - não é um conselho, é uma chamada de atenção - Queridos amigos, família e conhecidos entendam uma coisa: eu sou gordinha sim (mas não, não peso 100Kg), mas que me lembre também nunca pedi a opinião a ninguém sobre isso. Parem com as indirectas sobre ir ao ginásio ou comer menos! Eu como o que me apetece e quando me apetece e não é a vossa opinião que vai mudar isso. Eu não gosto de ginásios logo não ia para lá relaxar, como vocês sugerem! E o único exercício que faço com agrado é o amorrrrrrrrr (é importante dizer isto com aquele quase-ronronar de gato), portanto deixem-me estar na minha vidinha. Quando eu quiser, quando EU decidir, eu esforçar-me-ei para emagrecer, se for essa a MINHA vontade.
Beijo na mão, tapa na cara, andar de mãos dadas, puxão de cabelo, beijo na testa, palavrão, apelido carinhoso, mordida na boca, na língua, no ombro… Assim poderíamos resumir toda boa relação. Não, esse não é o momento de confundir tesão com sexismo e me acusar de ser um ogro e vir com todo aquele papo chato para o qual não tenho a menor paciência. Ao invés disso, venha cá, pequeno gafanhoto, pega uma cerveja, puxa uma cadeira e vamos conversar. Nada mais idiota do que tentar polarizar a experiência afetiva. A gente trepa, a gente faz amor, a gente transa, a gente come, a gente é comido e só assim temos a possibilidade de sermos felizes pra caralho, nem que seja por um momento ou dois. Não somos menos humanos por isso, nem somos melhores ou piores, esse papinho de regrar o que se pode e o que não se pode fazer é coisa de gente que não goza. Tudo o que se passa na cama depende de timing, de desejo, de disposição, não de regras – e vejam só que irônico, o mesmo vale para a relação amorosa fora dela. Eu, particularmente, acredito na nudez, acredito no corpo, o que não significa superficialidade e descaso com os sentimentos. Acredito no corpo porque é nele que os sentimentos habitam, é através dele que se manifestam. Essa divisão entre amor e sexo é no mínimo broxante, o tipo de coisa que só intelectualzinho frustrado e zen-budista-xamã-transcendental-do-caralho-a-quatro tem prazer em fazer. Pura masturbação mental (ou metafísica, no caso do segundo tipo). Tanta coisa pra fazer, tantas partes do corpo pra experimentar com a língua, com os dedos, com as mãos, e tem gente que ainda prefere perder tempo se preocupando em discutir o que pega bem e o que não pega do que sentir e fazer o que tem vontade. Sexo não é política, porra! Talvez o segredo esteja em encarar cada gemido com a mesma intensidade que encaramos um elogio fofo. Sou capaz de trocar qualquer “lindinho” por uma palavra obscena sussurrada ao ouvido. Cá entre nós, se existe um território neutro em toda essa guerra de instinto contra sentimento, esse lugar é a cama. Lá os tratados de paz são selados com suor e sêmen, com saliva e pele. É lá que se faz trégua, que alianças são feitas, que sentenças são dadas. Lá qualquer conflito se acaba quando os corpos entram em atrito. Dois lados de uma mesma moeda, duas notas de uma mesma melodia. Em vez de ficar preocupada(o) se ele(a) só quer transar com você, quando é isso que você também quer de alguma maneira, pense que se for amor, amém; se for tesão, também. Afinal, o corpo (e o coração que está dentro dele) é de quem?
Muitos pensavam que não me sabia apegar. Que era rapariga para one night stand (não que não fosse capaz de o fazer, porque se fosse essa a minha vontade (e dele) não seriam os pensamentos dos outros a altera-lo). Mas hoje é diferente. Com ele foi diferente!
Com ele eu quis descobrir e ser descoberta. Com ele consegui entregar o coração e mais do que isso, o corpo. Porque com ele funciona... a relação, o amor, a vida - na cama e fora dela.
E tal como diz o texto, não me arrependo de nada. Enquanto for amor, amén. No dia em que for só tesão, também.
Porque é muito disto que sinto. Porque te sinto longe mesmo quando estás perto. Porque a cozinha está sempre presente na tua cabeça e chego a ter ciúmes de toda a atenção que lhe dás. Porque mesmo no tempo livre, tens de aprender a amanhar peixe, fazer sushi, aprender novas receitas, ver novos restaurantes e no meio disso tudo, oiço constantemente um "estou cansado".
Sim, eu sei que a cozinha é uma grande parte do teu mundo e no fundo também sei que eu também faço parte desse teu mundo. Mas ás vezes parece que vem tudo antes de mim. Seja como for, I'm "ILWY" ♥
Soube hoje de uma história familiar que me chocou um pouco. O meu tio foi com o meu primo (9 anos) e dois sobrinhos (um com 28 anos e o outros com 16) ao shopping. Enquanto o meu tio ia ao dentista, os mais novos iam ver um filme. Acontece que o meu primo não pára quieto e acabou por sair da beira dos restantes. Como uma funcionário do cinema o conhece bem, quando o viu sozinho fez conversa com ele e depois de algum tempo pediu-lhe para ligar para alguém da família. Como ele só sabe o número de uma nossa tia (irmã do pai) que estava em casa ligou-lhe e ela manteve-se em chamada com ele enquanto a outra irmã ligava para o pai a contar o sucedido. O meu tio deixou o tratamento a meio e dirigiu-se à zona dos cinemas. Agradeceu à senhora por tudo o que ela fez, deu um sermão no meu primo, acabou o tratamento dentário e foi embora.
Acontece que os sobrinhos nunca chegaram a falar com ele sobre o facto de o meu primo estar desaparecido ou se já o tinham encontrado. NADA! nem uma única palavra. O primo deles desapareceu da vista deles e eles não avisam o pai, não o procuram e nem tentam saber se já estava tudo bem...
Sejamos sinceros, vocês estão numa sala de cinema com uma criança. Se ela desaparecer a primeira coisa que fazem é procurar na sala e perguntar à entrada do cinema se alguém viu a criança. Se tivessem feito isso saberiam logo onde ele estava porque graças à funcionária ele nem saiu da zona da bilheteira.
Correu tudo bem mas há muitos perigos que as crianças não percebem que as rodeiam mas que efectivamente estão lá. Vejam o seguinte vídeo:
Primeiro de tudo ainda bem que queria agradecer aquele senhor que não permitiu que a menina fosse levada!!! Deviam haver mais pessoas assim.
Segundo, como é que alguém vê uma criança sozinha na rua e não ajuda, como é que são capazes de dizerem para a deixarem em paz?
Em terceiro lugar este teste pode abrir os olhos de muita gente! Não só para sermos mais bondosos mas também para para os perigos que andam pelas ruas! Por amor de Deus, não deixem os vossos filhos, primos, enteados, amigos ou whatever sozinhos. Que existam mais pessoas como o senhor de camisola preta e verde!!!!!