sábado, 27 de junho de 2015

As palavras sábias da avó

"O importante sobre a pessoa que tens ao teu lado, não é ser bonito ou feio, ser rico ou pobre. Mas ele tem de ter duas características para que eu ache que é o mais correcto.
- ser poupado. Porque por muito que ele ganhe, se for mal gasto nunca vai ter nada seu. E mesmo que ganhe pouco, se for poupado, terá sempre um futuro pela frente.
- ser amigo. Esta é a mais importante. Porque ninguém gosta de antipatia, ninguém gosta de ser mal-tratado ou que lhe faltem ao respeito. E porque todas as mulheres de garra precisam de alguém que lhes dê força."

Obrigada avó. 
Por festejares comigo, mas acima de tudo me dares força para lutar. Pelos conselhos e frases amigas.
Por defenderes o meu amor, mas sempre a relembrar-me que o mais importante é que me ame primeiro.
Pelas gargalhadas, pelos "bifinhos da bó" com batatas fritas e pela constante preocupação do "não queres uma pecinha de fruta".
Obrigada por cada vez que te visito ouvir o "há quanto tempo" em jeito de "já tinha saudades" e por me fazeres lembrar que a idade não nos torna fracos e oprimidos mas sim sábios e generosos.
Obrigada por ainda estares comigo ♥

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Mil e Noventa e Cinco DIAS! - PARABÉNS A NÓS!

A primeira vez que falamos foi uns meros minutos sobre o local e as horas a que, por mera coincidência, ambos íamos nessa noite. Desde aí marcou-me pela boa disposição, mas era apenas o rapaz que conheci no autocarro.
Quando finalmente nos encontramos, mais de um mês depois dessa conversa, eu chegava de um loooongo exame e ele, como sempre bem-disposto, começou a brincar. Acho que nunca me ri tanto num autocarro e mal sabia eu o que viria a seguir. Desse dia só posso dizer que fui "praxada" por um puto já que ele é quase 3 anos mais novo e trouxe para casa um pequeno recado "vai tomar banho" acompanhado daquele sorriso malandro.
As viagens de autocarro juntos começaram a ser constantes e as boleias para casa também. A lata dele fez com que pegasse no meu telemóvel e mandasse para si próprio uma mensagem sem que eu reparasse mas não consegui ficar chateada. Algo nele me dizia para arriscar. A partir daí começamos a falar mais frequentemente.
Surge aquele convite que eu queria por tudo recusar mas fui empurrada por uma amiga e no sábado seguinte lá estávamos nós no cinema. Eu colei no filme como amante de cinema que sou e a tentar evitar que algo acontecesse ali, mas sei que durante esse escurinho ele olhou para mim muitas vezes. Pergunto-me o que terá passado pela sua mente. O beijo de despedida, aquele de que eu fugi umas 30 vezes antes e que num momento de distracção fui apanhada de surpresa. Foi inesquecível. As borboletas, as pernas bambas, o entusiasmo e tudo aquilo que é impossível de descrever mas que qualquer apaixonado percebe... 
Começamos a namorar num dia em que, tal como acontecera antes, tinha exame. Como não podia deixar de ser, tudo aconteceu num autocarro.
A separação aconteceu pouco depois mas nunca estivemos afastados. Praticamente todos os dias, naquele autocarro das 18:05h, acabávamos por nos juntar, haviam beijos roubados, olhos infelizes e muuuuita teimosia. Aos poucos mostrou-me que me dar a alguém não é me perder mas sim permitir que alguém cuide de mim, me ame e me faça ainda mais feliz.
No meio de tudo o que já vivemos, passaram-se quase 3 anos e eu relembro todos os dias os jogos de cartas, a separação que me fez crescer e perceber o quanto ele me faz feliz, todas as idas ao parque, todos os momentos em que ele me acalmava e me dava todo o apoio, todos os risos que demos juntos e até mesmo os maus momentos em que ele suportou a minha dor e chorou comigo a perda daqueles que mais amava, que passaram também a fazer parte da sua família.
Relembro cada momento em que o "meu" passou a ser o "nosso", desde os mais felizes aos mais tristes. Ele esteve sempre comigo e continua a estar, da mesma maneira que estarei sempre aqui por ele e com ele, por isso mesmo, só tenho a dizer

Não é perfeito, mas é o melhor que conheço! ♥

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Precisam de medir as palavras

Sim, eu sou daquele género de pessoas muito boazinhas (genuinamente) e que não consegue viver muito tempo chateada com uma pessoa porque se ela se tentar reaproximar eu cedo.
Claro que isto não acontece sempre porque há coisas imperdoáveis mas na maioria é assim.

Acontece que muitas pessoas que me conhecem tentam chamar-me à razão e tentam que eu mude. Há quem diga que vai "oferecer um workshop para aprender a dizer não" outros dizem que sou "uma santa e que as pessoas se aproveitam disso" e depois há aquelas pessoas que, apesar de gostarem muito de mim, não sabem medir as palavras porque se exaltam com as situações em que as pessoas falam com 7 pedras na mão e passado pouco tempo, quando precisam de algo, vêm a correr até mim...
Eu sei que tenho de aprender a ser mais fria, mas se eu não o consigo ser, se é assim que sou, é escusado dizerem algo do género "és uma burra, não devias falar mais com essa pessoa"
Não são estas frases que nos fazem abrir os olhos, não são estas palavras que nos fazem parar de ser como somos. Este género de comentários só nos deixa ainda mais tristes. Não por sermos assim, mas pela forma como alguém de quem gostamos e se preocupa connosco fala.

Eu penso demais nos outros o que me leva a medir demasiado as palavras para não ferir os seus sentimentos. Mas há pessoas que o fazem demenos...

terça-feira, 23 de junho de 2015

If you could see me now...

O sonho da minha avó era ver-me licenciada.

Dias antes de falecer fez a minha tia prometer que, caso algo acontecesse e a minha mãe não fosse mais capaz de me pagar os estudos, ela daria o dinheiro para que eu tivesse a minha oportunidade.
Cartolei um ano antes de acabar o curso para que a minha avó pudesse ver aquilo que somente ela tornou possível.
Hoje, que finalmente acabei, que finalmente sou licenciada, a única coisa que penso é:
"Se me pudesses ver hoje..."
E tal como diz a canção, espero que estejas aí em cima com Deus a dizer "aquela é a minha miúda"



My grandma's dream was see me graduating.

Days before she died, she made my aunt promised that if anything happened and my mother was no longer able to pay my studies, she would give her the money.
I used the tippical graduating hat one year before finishing the course so that my grandmother could see what she made.
Today, it finally ended, at last I am graduated and the only thing I think is: "If you could see me now ..." And like the song, I hope you're up there with God Saying "that's my kid"

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Aprender a dizer não

Eu cresci a ver a Cinderella, a Ariel, a Mulan e todas as outras princesas das Disney e a pensar que se fosse boa, se lutasse pelos meus sonhos e fosse realmente eu, até poderia ter momentos maus, mas os momentos bons seriam relembrados tal e qual como um "felizes para sempre".
Eu cresci a ver filmes encantados em que o bem vence o mal depois de muitas peripécias, onde a verdade vem sempre ao de cima e onde os que praticam o bem são sempre recompensados.
Eu cresci a ver os animais como parte da família, como os melhores amigos que podemos ter e como os melhores confidentes e ouvintes. 
Eu cresci mas nunca me esqueci de tudo isto e é talvez por isso que ainda hoje seja difícil para mim magoar alguém ou até mesmo não ajudar alguém.
Ser assim tem muitas vantagens, torna-nos pessoas mais positivas e mais optimistas, porque mesmo a  mais simples coisa consegue ter a sua magia. No entanto trás consigo muitos problemas.
Aqueles que nos amam pensam que a nossa bondade é pura ingenuidade, aqueles que nos procuram em troca de ajuda vêm a nossa simpatia como estupidez e pensam que não percebemos o que realmente fazem. A verdade é que não sabemos dizer não e só aprendemos quando essa pessoa nos magoa tanto que a dor se torna insuportável e o nosso coração deixa de querer o bem para aquela pessoa mas sem começar a desejar-lhe o mal.
Como li uma vez
"eu vou matar ele. (...) Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar no revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu."

domingo, 14 de junho de 2015

A competência da UCP -.-

Faz amanha 3 semanas que fiz a apresentação final e até agora ainda não saíram as notas.
Exigem de nós a proactividade e o cumprimento de prazos e depois é isto...

É simples.
Matamos o professor!

O único problema é que assim nunca mais saberia a nota xD