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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A vida dá e tira pessoas

A vida dá-nos e tira pessoas da nossa vida. Não, não me refiro à vida e morte mas sim áquelas que entram no nosso caminho e por um motivo ou outro acabam por sair dele.
Todos nós já passamos por isso.
No meu caso, o que mais me impressiona ainda nos dias de hoje foi a saida abrupta de uma melhor amiga. Ela mudou tanto daquilo que era que, atualmente (passados 10 anos), chego a pensar que nunca foi aquilo que me mostrou.
Não eramos as mais populares da escola mas a meu ver eramos felizes. Até ao dia em que ela deixou de me acompanhar e passou a fazer as maluquices que lhe iam na cabeça para ser como eles. Eu vi-a mudar do meu canto, sem perceber porquê.
Vejo-a de longe a longe mas só há uns dias conseguimos os ditos "dois minutos de conversa".
Tem o seu próprio negócio e pelos vistos corre bem. Até que no meio da conversa me diz:
- gostas do meu anel? foram uns amigos meus que me deram. É da Pandora. Sabes, eu tenho um amigo que é cheio da pasta e então eu sempre que estou com ele pedincho pulseiras, malas, brincos etc para que ele mos dê. E ele é tão tapadinho que mos dá! Não é fofo?
Na altura apenas sorri (porque sou educada obviamente) mas senti que no final de tudo há uma coisa que nunca vai mudar em mim - honestidade. É algo que ela deixou de conhecer e é uma coisa que fica bem em toda a gente. Muito melhor do que qualquer pulseira, mala ou par de brincos...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Nós com 23 anos...

The Brain on 23 

"We are the 23-year-olds. We are the ones squirming in our chairs at the office because we still feel awkward in our grown-up clothes. We strut through city streets with eyes cast toward our screens, desperately seeking any source that will tell us the decisions we've made are valid. We work hard in jobs we aren't sure we want to make those fancy degrees feel worth it, and we date people we aren't sure we love to make everything feel less lonely.
We spend hours drinking wine on apartment floors, promising one another that those who broke our hearts will not own us forever. We zone out in grad school classrooms or type away in junior offices or teach English in Rwanda, all the while wondering if we are supposed to be somewhere else.
We are 23, and hangovers hurt now. Most of our conversations these days center on assuring one another we are going to be okay. We are proud of each other but hard on ourselves. When a friend does something as simple as cooking a food more complex than pasta, we applaud her, yet we berate ourselves for not yet having a corner office or a bestselling memoir or a thriving startup.
We dance all night to Taylor Swift because she understands. We love who we want, and we hate labels. We are not in college anymore, and we've just become too old to crash their parties. Everyone we know no longer lives on the same block, and we long for the days of running back and forth between houses at 1 a.m. We have few obligations, yet we are always stressed, wondering if life will ever be more certain.
Our breakups never end because social media keeps reminding us of our exes. Even when we block them or unfriend them, their names are bound to pop up on our news feeds below pictures they've liked, and their faces assault us when mutual friends post albums. We hate online dating, but we all do it because it feels like the only way. We spend as much time swiping on Tinder as we do with actual human beings.
We are 23, and we constantly try to tell ourselves to stop complaining and enjoy our youth. Life isn't really that bad. We have our families, our friends and our health. We are young and vibrant and the world is ours. We are closer to our parents than the 23-year-olds who came before us, and many of us are lucky enough to still have their support. We have the time to go to bars and be with friends. We get to party and work and not worry about others depending on us. Yet all this fear remains, and it melts us into pessimists. Because life is pretty good, and still we can't stop worrying. So we worry even more about what will happen to us when there are real things to worry about.
We hear the grown-ups urge us to calm down. They tell us it will all fall into place, that if they could give advice to their younger selves it'd be to send the butterflies away and have a good time before age catches up with us. We hear them say these things, but we don't believe them. Things don't just fall into place. We have to put them there, and we feel like every second we spend streaming movies from our bedrooms is a second we are not putting ourselves out there. Yet we stream on.
We waste time the same way we did in college, only now doing so makes us uncomfortable. We are at the point in our lives where we have realized the futility of sitting around watching Gilmore Girls episodes we've seen one hundred times, but we lack the resources and maturity to actually do something to change that. We are too old to go out every night, but we are too young to stay in and do nothing. We want to be more productive and live a more worthwhile existence, but we haven't quite figured out how. We don't yet have children or spouses or secure jobs or whatever it is that would make us feel like we had more of a reason to live. We don't necessarily want those things, but we do want something. So we sit in this limbo, wishing there was something less worthless to do than watch Luke and Lorelei argue over coffee, yet continuing to do it while the butterflies flutter around our stomachs.
We are 23, and even though we are worried all the time, we still don't want to get older. We never want to reach the point where we cannot be considered kids, even though the studies we read say people are actually happier in their 30s. Because we may be scared, but we are still 23, and boy do we have fun.We try to stop punishing ourselves for not becoming the next Lena Dunhams and Mark Zuckerbergs, but we overlook the fact that they are the exception to the rule of 23. Because for most of us, at 23 life detonates as we suddenly forget why we chose that major or moved to this city or loved that person. All we want is to understand who we are, and we can't. Only time will tell us."

By: Molly Sprayregen

terça-feira, 14 de junho de 2016

As politiquices da emigração

Relativamente aos políticos (os antigos e actuais):

     1.  um diz:
"Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sector privado não consegue ter oferta para todos. Nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que (...)querendo-se manter, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa"

      2.  outro diz:
É também uma oportunidade de trabalho para muitos professores de português que, por via das alterações demográficas, hoje não têm trabalho em Portugal e que podem encontrar aqui (em França)"


Para mim ambos referem o mesmo - a situação no país ao nível da economia e sem qualquer dúvida no ensino está complicada e, como todos precisamos de dinheiro e ele não cresce das árvores, há que procurar outras hipóteses como o caso de (1) países da língua portuguesa ou (2) países com quem Portugal tenha afinidades.

Para o povo o que querem dizer é com estas frases é: 
(1) está a expulsar jovens do país, dizendo-lhe para emigrar.
(2) aponta caminhos alternativos, como a emigração.

Ora bem, se para ambos o assunto é terem trabalhadores portugueses lá fora (quer seja em países cuja língua é a portuguesa, ou quer seja num país como a França) é considerado emigrar. Se ambos mencionam oportunidades lá fora é porque acham que cá dentro o sector não está propriamente bem ou porque sabem que a oferta de emprego nesta área excede em demasia a procura. Eu não vejo mal nenhum nestes casos. Aliás, prefiro que me digam "vai porque isto está mal" do que me iludam com um "fica que nós resolvemos". Porque a verdade é uma se a idade da reforma aumenta (como tem aumentado em muitos países) e se o número de licenciados na área também aumenta, enquanto há escolas a fecharem por falta de crianças devido à desertificação, então obviamente que o número de professores será demasiado grande. E a solução dos políticos será qual? Abrir escolas que muitas vezes apenas serviriam para 10 ou 15 crianças (ou talvez menos)? Matar os professores "a mais?"
Eu entendo a injustiça de crianças fazerem km e km para terem um dia de aulas mas sejamos racionais. Os custos de manter um estabelecimento aberto para um numero reduzido de crianças é avassalador. Uma luz gasta tanto ao estar acesa para 1 pessoa como para 30. Mas se 30 pagam 0.10€ então aquela pessoa sozinha terá de pagar os 3€ sozinha...
Pois minha gente, falar é fácil mas quando se está em contenção de gastos a vida complica e as decisões são mais difíceis porque não se dá a uns sem tirar a outros.
Digam lá? Acham que estou assim tão errada?

sábado, 4 de junho de 2016

Eu e os problemas

Dizem que devemos falar dos nossos problemas para que a solução seja mais visível, para não carregarmos o peso sozinhos, para não enchermos o saco até ele rebentar de vez e não haver costura possível.
Eu nunca fui de falar dos meus problemas. Primeiro porque achava que eu não tinha essa importância. Porquê falar de mim, de uma pessoa sem qualquer interesse? Se eu não era interessante, então os meus problemas nem iam ser ouvidos, as pessoas não iriam perder o seu tempo.
Com o tempo, e de tantas vezes que me deram na cabeça, comecei a falar dos meus (alguns) problemas. E querem saber? Deu m*rda! 
As pessoas, mesmo aquelas que nos ouvem, não podem viver a nossa vida, não sabem o quanto certos problemas nos derrubam. As palavras nem sempre ajudam e muitas vezes em vez de falarmos um problema enorme e ele se tornar pequeno arranjamos um problema enorme e um raspanete/sermão que dura até que o problema esteja resolvido. 
Fartei-me. Não vale a pena falar, nunca valeu.
Eu posso ter a dor num pé que o vizinho vai ter a dor no corpo todo. Não quero dizer que eu não tenha problemas reais ou que o vizinho exagere nos seus problemas. Mas cada um sabe o que cada problema lhe custa. E apesar de saber que há coisas que devemos verbalizar, coisas que nos matam o coração, que nos levam à loucura, ao desespero, que nos fazem ter pensamentos maus.
Mas acho que a maioria dos meus problemas vai ficar comigo, não há palavra amiga que ajude e fartei-me das festinhas nas costas. Vou viver os problemas, preocupar-me, passar noites sem dormir até encontrar a solução ou até ela vir até mim. 
Se é profissional, fica comigo. Já dizia a minha bisavó. 
Na vida temos sempre dois sacos, o pessoal e o profissional. Em casa o profissional só abre quando necessário e no trabalho o pessoal nunca deve abrir. Temos dois sacos: um para o que é nosso e assim deve ficar (porque há sempre quem cobice) e o que é possível partilhar. O segredo é saber quando abrir cada saco. 
E como dizia o padrinho da minha avó o segredo é mostrar tudo, excepto aquilo que nos faz feliz.


domingo, 17 de abril de 2016

Friends will be friends

Já me tinha esquecido de como é SUPER BOM sair de casa com as amigas!!
Tomar um café, pôr a conversa em dia, rir muito, falar ainda mais e reviver os bons velhos tempos.
É tão bom ver que ao fim de meses separadas nada mudou, continuamos a ter assunto, continuamos a ter conexão. Não é algo que seja forçado, não é aquela convivência porque fica bonito na fotografia.
Juntas somos efectivamente felizes e não há meses que passem que nos façam afastar porque esta amizade é genuína. Conhecemo-nos em 2008, formamos o nosso grupinho em 2009 e desde aí, ao fim de quase 5 anos em que apenas nos juntamos de vez em quando e em que deixamos de nos ver e falar diariamente, a amizade continua a mesma, aquela que nos traz sorrisos, nos faz esquecer as coisas más e nos dá alento para continuar em frente.



Obrigada minhas girls sem vocês nada seria igual!
Não partilhamos o sangue mas somos definitivamente irmãs de coração♥

terça-feira, 8 de março de 2016

Feliz dia da mulher!!! :D

Para todas as mulheres do mundo desejo um dia feliz (e uma vida que as surpreenda a cada dia e lhes proporcione todos os bons momentos ansiados).

"A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

As eleições 2016 (e os não-votantes)

Mais de metade dos portugueses inscritos não votaram.
Obviamente devemos considerar as dificuldades que os nossos emigrantes, ainda inscritos, têm no acesso ao voto. Não digo todos porque certos países funcionam melhor do que outros.
Mas mesmo assim não podemos assumir que quase 5 milhões de portugueses são emigrantes.
Eu sei, custa sair da cama mais cedo para ir votar antes de ir trabalhar. E obviamente é preferível ir ao café depois do trabalho do que passar pela junta de freguesia e fazer um X. Claro que quando está a chover não se sai de casa para não se ficar doente e se está sol temos de aproveitar o dia, não nos vamos enfiar numa junta de freguesia por amor de Deus!
E claro que não vale a pena votar em "gatunos" mas se eles vão para lá e vão que tal votar num que possa vir a fazer a diferença? Que tal votar no que vai "roubar" 1 milhão e não no que vai roubar 500 mil milhões? Já se faz a diferença não acham??
Não é que acredite que sejam todos ladrões, claro que nos dão impostos. Se temos dívidas e as temos de pagar temos de fazer contribuição. Se não pagarmos o empréstimo da casa o banco faz  a hipoteca. Se o país não pagar vai se enterrar ainda mais... Além disso se antes tínhamos de pagar 100€ ao banco e agora temos de pagar 300€ temos de cortar nas despesas, correcto? O Estado também o tem de fazer, daí ter diminuído os subsídios.
Não gostaram do que foi feito até agora? Votem em quem acham que vai fazer diferente! O voto é um direito, pessoas morreram para termos acesso a ele! Por favor não deixem isso em vão...

Espero que quem lê este blog tenha decidido ir votar e que se não o fez que se arrependa disso.

Deixo-vos aqui uma citação que achei pertinente.
"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, a criança abandonada e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Bertolt Brecht (1898-1956)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A lei contra os piropos que leva todos à discussão - passando pelo feminismo e lei do aborto

Admito que a existência desta lei não mude grande coisa mas tem de se começar por algum lado.
Claro que não é um simples piropo que vai levar alguém a sentar-se no banco do réu. São aqueles com carácter sexual como o típico "comia-te toda", "dava-te 3 sem tirar" ou o "oh estrela queres cometa?". No entanto acho que ninguém leva a mal ouvir um "rica mãe que teve assim uma filha", ou um "da-me um sorriso que vais ver que o teu dia até corre melhor". Temos de ver os diferentes contextos e ver até que ponto o piropo pode ofender a menina ou Srª a quem é "oferecido".

Mas mudando de assunto, esta nova lei não foi bem-vinda por muita gente e foi muuuuito comentada nas redes sociais. Foi comparada inúmeras vezes com a lei do aborto porque "o piropo é punido por lei e o aborto aplaudido de pé", culpando ainda as feministas pelo sucedido. Este é um assunto delicado para mim e peço-vos desde já que tentem manter a mente aberta e percebam que:

Não confundam uma lei que permite a escolha - NÃO OBRIGA A NINGUÉM A FAZÊ-LO - com uma lei que zela pelo bem estar psicológico das mulheres. Sim um piropo não faz mal a ninguém mas deve ser feito na medida certa. Porque quando saímos à noite também não gostamos que nos chateiem com os assédios estúpidos, ficamos ofendidas com a conversa do "levar-te para a cama e mostrar-te o que é bom", levamos a mal, dizemos que não somos qualquer uma. Mas na rua, ao passar pelas obras (dou este exemplo por ser o mais comum e mais conhecido) ouvir algo desse género é considerado normal.
Eu apoio o aborto quando realizado de forma consciente e com razão plausível porque se a mulher sabe que não tem condições para criar uma criança (seja financeiramente ou até de mentalidade - porque algumas não sabem cuidar de si quanto mais de um bebé) não deve colocar uma vida em risco. Agora por favor não venham dizer que a lei do aborto é pior que a do piropo. Critiquem quem usa o aborto como metodo contraceptivo mas deixem de lado aquelas que sofrem a pressão psicológica de viver com esse peso toda a vida e que o fazem não só a pensar no próprio bem mas também no futuro da criança. Não metam tudo no mesmo saco da mesma maneira que não o devem fazer com a lei dos piropos. 
O que é demais é erro, sempre me disseram. E se antes estava mal porque muitas se sentiam humilhadas a ouvir certas coisas algo tinha de ser feito. A justiça portuguesa não ajuda mas a criação da lei já é um começo. 

Lembrem-se não critiquem, dêem ideias/alternativas para melhorar.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

ASTRAAAAA!

Se alguém tiver um dinheirinho extra e não saiba o uso que lhe dar não se preocupem, podem sempre oferecer-me um:


Porque achei o trocadilho genial xD

domingo, 13 de dezembro de 2015

Não sou de invejas mas...

Ás vezes tenho de me lembrar que sentir inveja é coisa feia.
Mas caramba, uns têm tudo e outros nascem sem nozes e sem dentes...


Se fosse assim pelo menos já compensava xD

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O amor à primeira vista existe!


É que é tão mas tão eu 
(vocês não têm bem a noção da histeria que é de cada vez que vejo um cãozinho na rua ou onde quer que seja) 
que tinha de partilhar com os meus doces leitores!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Nova música dos D.A.M.A - Calma

Não percebo o titulo mas adoro a letra!!!!!!
toda ela é perfeita mas deixo-vos aqui a minha frase preferida - podem ouvir para se apaixonarem e escolherem as vossas ;)

"Eu e tu pegamos fogo à antartida"
"Sou eu + tu a dividir por um quarto. Subtrai a langerie. x3, x4"
"O meu amor por ti é cego só que eu leio-te em braille"


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Para quem não percebo o amor pelos 4patas (e para quem percebe também)

Infelizmente já tive de mandar abater duas meninas que moravam no meu coração. Uma deveu-se a um atropelamento que gerou uma grave infecção que afetou uma pata traseira e em breve iria crescer e apoderar-se do corpo todo. A outro já tinha a sua idade e devido a uma doença comum nos dalmatas (que depende também muito da genética) que afeta a coluna e acaba por levar à perda da locomoção e consequentemente da qualidade de vida. 

Estas acções para mim são uma faca de dois gumes. Mas a melhor definição que já vi sobre a eutanásia dos nossos queridos patudinhos deu-se no filme "I'll see you in my dreams". 


It's bittersweet. You don't want them to suffer but you can't let them go. It's hard to lose somebody, no matter how many legs they have. It just leaves a big hole.

É agridoce. Não queres que eles sofram mas não consegues deixa-los ir. É difícil perder alguém, não importa quantas pernas tenha. Deixa um grande buraco. 


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

E continua a saga de ser namorada de um cozinheiro


Fins de semana? Os meus são ao sábado e domingo mas os dele equivalem maioritariamente à quinta e sexta.
"Saio às 20h" dizem eles... Aprendam meninas! Quando um cozinheiro promete mil vezes sair cedo (ou há hora estipulada), vocês podem contar que a 10001 aconteça de verdade.
Os atrasos deixam de ser atrasos e passam a ser algo com que nós já contamos. É muito simples, ele diz que sai às 19h, contem que apareça as 20h. Ele diz que hoje consegue sair no horário? Vai sair no mínimo meia hora depois... 
Claro que eventualmente eles falam a verdade. E melhor ainda, vão haver dias em que eles saem mais cedo do que o que dizem!!!! Eu sei, é difícil de acreditar mas efectivamente acontece uma ou duas vezes ao longo de um contrato xD Mas isso não significa mais tempo para namorar! Porque conhecendo a peça, se ele diz para estar à porta do hotel/restaurante ás 0h eu preparo-me para estar lá ás 00:45h (geralmente resulta e espero uns 10/15min) MAS há aqueles dias em que os santinhos todos de todas as igrejas de TODO O MUNDO caem abaixo do altar e são 23:45h e ele já saiu.

domingo, 16 de agosto de 2015

Eu sei que são apenas 21 anos mas já tenho algumas lições de vida

Relativamente a sentimentos, hoje em dia guio-me por esta frase. Quem não me faz bem, não me faz falta...



No que toca a pessoas aprendi a confiar mais em quem me ama, a dar mais de mim a essas pessoas e a dar menos a quem está presente esporadicamente. Outra coisa que aprendi é que quem não conhecemos parece ser sempre fantástico. Mas todos cometem erros, todos têm defeitos...


Relativamente a modos de vida só digo isto:



E para todas as mulher!!!! Eu sei que com esta todos concordamos. Eu nem me importava se fosse uma carta, se tivéssemos de ir a uma consulta para sabermos o resultado, se fosse por mail, escrito num avião ou se nos aparecesse um sinal esquisito que desaparecia depois de uma semana. Tudo menos isto...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A million ways to say "i love you"


A preocupação com a segurança e bem-estar daqueles que amamos é a nossa maior prova de amor

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Eu já fui a "Menina do Papá"... Agora sou Mulher!

Lembro-me de quando passava horas sentada ao teu colo a fazer recortes e colagens que depois mostravas a toda a gente. Lembro-me de contares as minhas histórias vezes e vezes sem conta aos teus amigos. Lembro-me de ser a "Menina do Papá" mesmo quando nem sabia o que isso significava. Lembro-me das prendas, dos sorrisos e do tempo que passávamos juntos. 
Mas a menina cresceu e à medida que se tornou Mulher, o pai deixou de se importar. As conversas são basicamente "bom dia" e "boa noite", as discussões começaram a aparecer com mais frequência e aos poucos percebi que deixei de ser a tua pequena...
No entanto, o pior disso tudo é o que eu sei e desvalorizo. Aquilo que sei mas que nem ligo e até finjo que está tudo bem ou faço-me de desentendida. Mas dentro de mim existe a mágoa. Uma mágoa maior do que o facto de nos termos afastado...
Eu já o sabia antes mas este episódio veio clarificar tudo. Passou-se quando fui a uma feira de animais para doar as minhas gatinhas bebés. Apareceu um senhor que me pediu para ver as minhas preciosidades e eu mostrei. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que era um cliente do meu café que me fez a seguinte questão:
Ele: É a filha do X?
Eu: Sim sou.
Ele: Já é médica não é? O seu pai mostrou-me muitas fotos suas quando soube que se formou.
Eu: Não. Essa é a minha prima. Eu sou a Economista.
Ele: Ahh, economista? Não sabia, ele só falou na médica...

Por muito que tente não consigo entender certas acções e frases tuas.
Há uma frase muito usada que diz: Papá, mesmo que um dia encontre o meu príncipe, tu serás sempre o meu rei.
Eu não o consigo dizer. A tua coroa caiu há muito tempo e nunca foste capaz de a recolocar. Por isso mesmo, o meu príncipe virou Rei e espero que um dia a nossa princesa seja capaz de lhe dizer aquilo com todo o coração.

sábado, 27 de junho de 2015

As palavras sábias da avó

"O importante sobre a pessoa que tens ao teu lado, não é ser bonito ou feio, ser rico ou pobre. Mas ele tem de ter duas características para que eu ache que é o mais correcto.
- ser poupado. Porque por muito que ele ganhe, se for mal gasto nunca vai ter nada seu. E mesmo que ganhe pouco, se for poupado, terá sempre um futuro pela frente.
- ser amigo. Esta é a mais importante. Porque ninguém gosta de antipatia, ninguém gosta de ser mal-tratado ou que lhe faltem ao respeito. E porque todas as mulheres de garra precisam de alguém que lhes dê força."

Obrigada avó. 
Por festejares comigo, mas acima de tudo me dares força para lutar. Pelos conselhos e frases amigas.
Por defenderes o meu amor, mas sempre a relembrar-me que o mais importante é que me ame primeiro.
Pelas gargalhadas, pelos "bifinhos da bó" com batatas fritas e pela constante preocupação do "não queres uma pecinha de fruta".
Obrigada por cada vez que te visito ouvir o "há quanto tempo" em jeito de "já tinha saudades" e por me fazeres lembrar que a idade não nos torna fracos e oprimidos mas sim sábios e generosos.
Obrigada por ainda estares comigo ♥

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Aprender a dizer não

Eu cresci a ver a Cinderella, a Ariel, a Mulan e todas as outras princesas das Disney e a pensar que se fosse boa, se lutasse pelos meus sonhos e fosse realmente eu, até poderia ter momentos maus, mas os momentos bons seriam relembrados tal e qual como um "felizes para sempre".
Eu cresci a ver filmes encantados em que o bem vence o mal depois de muitas peripécias, onde a verdade vem sempre ao de cima e onde os que praticam o bem são sempre recompensados.
Eu cresci a ver os animais como parte da família, como os melhores amigos que podemos ter e como os melhores confidentes e ouvintes. 
Eu cresci mas nunca me esqueci de tudo isto e é talvez por isso que ainda hoje seja difícil para mim magoar alguém ou até mesmo não ajudar alguém.
Ser assim tem muitas vantagens, torna-nos pessoas mais positivas e mais optimistas, porque mesmo a  mais simples coisa consegue ter a sua magia. No entanto trás consigo muitos problemas.
Aqueles que nos amam pensam que a nossa bondade é pura ingenuidade, aqueles que nos procuram em troca de ajuda vêm a nossa simpatia como estupidez e pensam que não percebemos o que realmente fazem. A verdade é que não sabemos dizer não e só aprendemos quando essa pessoa nos magoa tanto que a dor se torna insuportável e o nosso coração deixa de querer o bem para aquela pessoa mas sem começar a desejar-lhe o mal.
Como li uma vez
"eu vou matar ele. (...) Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar no revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu."

terça-feira, 28 de abril de 2015

Ser solteiro

Este texto é muito meu. Inicialmente arranjar um amor para a vida era quase o propósito de vida. Mas depois de muito sofrer com isso tornei-me numa pessoa muito independente, daquelas que pensam que se vier alguém disposto a entrar e ficar teria de ser alguém especial e alguém que se atrevesse a entrar na água e não apenas a ficar na areia a ver. Quando finalmente deixei de pensar no amor como um objectivo e passei a olhar para ele como algo que se chegar é bem vindo mas que se não chegar está tudo ok na mesma...

Vejam o texto e vão perceber tudo o que quero dizer ;)

“E a namorada?” Alguém vai me perguntar. Aí vou sorrir e responder: “Estou solteiro!”. E logo depois vem aquela cara de: “nossa, coitadinho”, quando ao meu ver era a hora certa da pessoa me abraçar e pularmos gritando: “Parabéns Campeão!” Sabe, realmente não entendo essas pessoas que colocam o fato de encontrar uma pessoa como sendo um dos objetivos primordiais da vida. Como se a ordem natural fosse: nascer, crescer, conhecer alguém e morrer. A meu ver, não é assim. As pessoas se dizem solteiras como quem diz que está com uma doença grave, alguém que precise de ajuda. Não é nada disso. Existe sim vida na “solteridão”! E das boas. E isso não quer dizer farra, putaria, poligamia ou promiscuidade. Aliás, quer dizer sim, mas só quando você tiver afim. No mais quer dizer liberdade, paz de espírito, intensidade. E olha que escrevo isso com algum conhecimento de causa, já que tenho vários anos de namoro no currículo. De verdade, do fundo do coração, eu estou muito bem solteiro. Acho até que melhor que antes. Gosto de acordar pela manhã sem saber como vai terminar meu dia. Gosto da sensação do inesperado, da falta de rotina e de não ter que dar satisfação. Gosto de poder dizer sim quando meu amigo me liga na quinta-feira perguntando se quero viajar com ele na manhã seguinte. De chegar em casa com o Sol nascendo. De não chegar em casa as vezes. De conhecer gente nova todos os dias. De não ter que fazer nada por obrigação. De viver sem angústia, sem ciúme, sem desconfiança. De viver. Acredito que todo mundo precisa passar por essa fase na vida. Intensamente inclusive. Sabe, entendo que talvez essa não seja sua praia. Ou talvez você nunca vá saber se é. Eu mesmo não sabia que era a minha, e veja só você, hoje sou surfista profissional. O que percebo são pessoas abraçando seus relacionamentos como quem segura uma bóia em um naufrágio. Como se aquela fosse sua última chance de sobrevivência. Eu não quero uma vida assim. Nessa hora talvez você queira me perguntar: “Mas e aí? Vai ficar solteirão para sempre? Vai ser assim até quando?” E eu vou te responder com a maior naturalidade do mundo: “Vai ser assim até quando eu quiser”. Quando encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga me acompanhar. E não venha me dizer que aquele relacionamento meia boca seu é algo assim. O que eu espero é bem diferente. Quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa. Então para mim só faz sentido estar com alguém que me faça ainda mais feliz do que já sou, e como sei que isso é bem difícil, tenho certeza que o que chegar será bem especial. E se não vier também está tudo bem sabe? Eu realmente não acho que isso seja um objetivo de vida. Não farei como muitos que se deixam levar pela pressão dessa sociedade. Tanta gente namorando pra dizer que namora, casando pra não se sentir encalhado, abdicando da felicidade por um status social. Aí depois vem a traição, vem o divórcio, a frustração e todo o resto tão comum por aí. Não, não. Me deixa aqui quietinho com a minha vida espetacular. Pra ser totalmente sincero com você, a real é que não é sua situação conjugal que te faz feliz ou triste. Conheço casais extremamente felizes e outros que estão há anos fingindo que dão certo. Conheço gente solteira que tem a vida que pedi para Deus e outros desesperados baixando aplicativos de paquera e acreditando que a(o) ex era o grande amor e que perdeu sua grande chance. Quanta bobagem. A verdade é que só você mesmo pode preencher o seu vazio, e colocar essa missão nas mãos de outra pessoa e pedir pra ser infeliz. Conheco sim vários casais incríveis, assim como tantos outros que não enxergam que estão se matando pouco a pouco. Só peço que não deixem que o medo da solidão faça com que a tristeza pareça algo suportável. Viver sozinho no início pode parecer desesperador, mas de tanto nadar contra a maré, um dia você aprende a surfar. E te digo que quando esse dia chegar, você nunca mais vai se contentar em ficar na areia. Desse dia em diante só vai servir ter alguém ao seu lado se este estiver disposto a entrar na água com você.