Há sentimentos que gosto que fiquem guardados para sempre. Este é um deles. Saber que nos momentos bons e maus estás sempre lá. Venha o que vier, come what may ♡
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sábado, 12 de maio de 2018
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
"Torço pela felicidade dos outros porque GENTE FELIZ NÃO ENCHE O SACO!"
Muita gente me diz que tenho de aprender a dizer não. A não esquecer o que os outros me fazem. A não perdoar o imperdoável.
Mas eu não consigo. Sei que muitas vezes deveria dizer não mas gosto de ajudar e acredito que se hoje somos nós a ajudar, amanhã podemos ser os ajudados.
Dizem que há certas coisas que não se perdoam mas todos cometemos erros. Eu perdoo quem me trai, perdoo quem me magoa a ponto de deixar marcas, de mudar a minha maneira de ser. Não esqueço, mas perdoo. Porque se não o fizer vou andar a carregar um peso que não é meu, vou pensar em vinganças desnecessárias que não me vão trazer qualquer tipo de felicidade.
Se volto a confiar? Dificilmente... Como diz o proverbio "gato escaldado de água fria tem medo". Mas não atiro isso à cara das pessoas, não espezinho a pessoa nem esfrego na cara o que se passou.
Para mim, toda a gente merece ser feliz, mesmo aqueles que me fizeram sofrer.
Porque como diz o outro:
Mas eu não consigo. Sei que muitas vezes deveria dizer não mas gosto de ajudar e acredito que se hoje somos nós a ajudar, amanhã podemos ser os ajudados.
Dizem que há certas coisas que não se perdoam mas todos cometemos erros. Eu perdoo quem me trai, perdoo quem me magoa a ponto de deixar marcas, de mudar a minha maneira de ser. Não esqueço, mas perdoo. Porque se não o fizer vou andar a carregar um peso que não é meu, vou pensar em vinganças desnecessárias que não me vão trazer qualquer tipo de felicidade.
Se volto a confiar? Dificilmente... Como diz o proverbio "gato escaldado de água fria tem medo". Mas não atiro isso à cara das pessoas, não espezinho a pessoa nem esfrego na cara o que se passou.
Para mim, toda a gente merece ser feliz, mesmo aqueles que me fizeram sofrer.
Porque como diz o outro:
Gente feliz não chateia, não pensa em vinganças nem sequer em fazer o outro menos feliz.
A gente quando é feliz quer aproveitar o momento e torce para que ele dure, não temos tempo de infernizar a vida dos outros...
quarta-feira, 2 de julho de 2014
A NOVA GERAÇÃO DE MULHERES Está Cá! Mas e os Homens estão preparados para nos receber?
Vale a pena ler:
"Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens, homens e velhos homens.
O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?
Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflamaram o peito como pombos.
Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas, escuta, alguém lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?
Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.
“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”
Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.
O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?
E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.
No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta."
"Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.
Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.
Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.
Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”
O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens, homens e velhos homens.
O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?
Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflamaram o peito como pombos.
Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas, escuta, alguém lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?
Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.
“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”
Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.
O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?
E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.
No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta."
A negrito está aquilo que me pareceu o cerne da questão. Quem escreveu este texto pegou exactamente no nosso presente. E sabem que mais? Eu concordo com tudo, é preciso um verdadeiro Homem para aguentar com a fera que nos torna-mos. Somos tudo o que um Homem é, fazemos tudo o que ele faz, com a agravante de sermos mais sensiveis, usarmos saltos altos e ainda vivermos numa sociedade que afirma que a mulher vive (ou deveria viver) em função da família. Tal como se diz cada vez mais "Quando um homem diz que o lugar da mulher é na cozinha é porque provavelmente não sabe o que fazer com ela na cama."
quarta-feira, 18 de junho de 2014
A vida é feita de pequenos momentos
E cada vez acredito mais que esses momentos são marcantes pela sua banalidade...
Falávamos a toda a hora e tínhamos sempre assunto. Entre nós não havia (nem há) tabus ou coisas do género, talvez porque a minha e nossa ideia de relação é de discutir tudo, até mesmo assuntos parvos ou que não sejam tão fáceis de comentar pela mente pequena da sociedade.
Mas de repente perdemos isso, ou melhor fomos obrigados a perder isso. E sabes uma coisa meu bem?
É estranho ver as horas a passar e não ter mensagens ou ouvir aquele toque e ir a correr ver que novidades tens para me dar e ver que é "apenas" a minha mãe ou as minhas amigas. E digo "apenas" porque apesar de importante na minha vida quem eu esperava eras tu!
Mas como digo a vida é feita de banalidades e nunca sorri tanto nem explodi de tanta felicidade por saber os dias de folga de alguém!
Falávamos a toda a hora e tínhamos sempre assunto. Entre nós não havia (nem há) tabus ou coisas do género, talvez porque a minha e nossa ideia de relação é de discutir tudo, até mesmo assuntos parvos ou que não sejam tão fáceis de comentar pela mente pequena da sociedade.
Mas de repente perdemos isso, ou melhor fomos obrigados a perder isso. E sabes uma coisa meu bem?
É estranho ver as horas a passar e não ter mensagens ou ouvir aquele toque e ir a correr ver que novidades tens para me dar e ver que é "apenas" a minha mãe ou as minhas amigas. E digo "apenas" porque apesar de importante na minha vida quem eu esperava eras tu!
Mas como digo a vida é feita de banalidades e nunca sorri tanto nem explodi de tanta felicidade por saber os dias de folga de alguém!
Amo-te minha peste
quinta-feira, 5 de junho de 2014
"O Condicionado" - um sonho tornado real
Vejam o video.
Não há palavras....
Mas os mais sensíveis já sabem, preparem os lenços!
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quarta-feira, 28 de maio de 2014
Apesar de nascida no Sul sou uma rapariga do Norte!
"As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam."
- Miguel Esteves Cardoso
Assim são as mulheres do norte, com uma beleza natural, com espontaniedade e sem papas na lingua.
Ela (Isabel Silva, apresentadora do programa da TVI Mais Vale à Tarde do que Nunca) é um bom exemplo do que é ser do norte.
sábado, 24 de maio de 2014
Exames a quanto obrigas!
Exame de constitucional a 20 de Janeiro. Já vamos no terceiro e o resultado vai ser o mesmo que o primeiro. Já la vai ciência politica e o direito à introdução. Lá vou eu no metro com a minha constituição ás 9h da manha. Chego à faculdade com intenções por inteiro e o estudo pela metade, penso nas horas que perdi e que podia ter aproveitado. Se calhar naquelas tardes devia mesmo ter estudado. De certa forma, a faculdade é um percurso. Não sei o que seria de mim sem a época de recurso! Não me consigo concentrar, não sei o que tenho. Será que existe doença crónica chamada "falta de empenho"? É estranho, devo ser o único que não sabe as matérias e que desde 16 de Dezembro tem aproveitado as férias. Vou para a sala sem que ninguém me chame e espero sentado para assinar a folha do exame. Ela tava mal humorada e era o exame constitucional. Pelo olhar apercebi-me que me inscreveria no final e em Junho estaria marcada a data da execução com a cabeça para baixo e a CRP na mão. Pergunto-me, o que se passa com a introdução? Será que deixa-la para trás me está nos genes ou parte da culpa está nos 97% da Graça Enes? Se alguém se identifica com isto, que nunca se esqueça negativas na faculdade não é vergonha, que ninguém baixe a cabeça!
Não sei o autor, mas os meus parabéns!
sábado, 3 de maio de 2014
E sai um drama!
Calma minha gente! É apenas um filme mas podia ser o filme da vida de milhões pessoas e famílias em todo o mundo, já que em 2013 haviam 14 milhões de pessoas com cancro (1,4 vezes a população de Portugal) e a cada ano morrem 7 milhões.
Voltando ao filme, o trailer apaixonou-me e VOU comprar o livro! A frase marcou-me porque é totalmente verdade, confirmem na imagem abaixo, vejam o trailer e digam lá se tenho ou não razão?
Voltando ao filme, o trailer apaixonou-me e VOU comprar o livro! A frase marcou-me porque é totalmente verdade, confirmem na imagem abaixo, vejam o trailer e digam lá se tenho ou não razão?
Espero que gostem!
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sábado, 8 de fevereiro de 2014
"Você não faz ideia do que significa perder você"
Mandei-te isto e a tua resposta não foi algo romântico como esperaria que fosse porque, como disseste, poderias "ser romântico mas não teria piada ser normal". A tua resposta foi apenas um "Não faço ideia? Faz-me ganhar ideia então!"
Relembrei-te de tudo o que passamos juntos. Bons e maus momentos da tua e da minha vida. Alturas em que a companhia um do outro para além de importante e necessária foi uma prova de amor e uma escolha pois ficar na cama ou apenas ignorar os problemas é sempre mais fácil. Disse apenas a verdade. Contei factos, "mostrei" memórias e momentos que guardo para mim com tristeza ou alegria mas sobretudo com amor. Recordei tudo isso porque mo pediste.
E de repente senti-me leve, inundada por uma felicidade imensa. Não por recordar bons momentos nem por pensar que os maus já estavam ultrapassados, mas porque recordei a mim própria o quão bom era ter alguém que estava lá para nós. Tanto para nos limpar as lágrimas e nos fazer sorrir como para nos dar na cabeça e criticar mas sempre pensando no nosso bem.
Estou feliz por te ter aqui. E acredita quando digo:
"Você não faz ideia do que significa perder você"
sábado, 25 de janeiro de 2014
"Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira" por Miguel Esteves Cardoso
Vale a pena ler...
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso, em 'Jornal Expresso'
sábado, 28 de dezembro de 2013
Qual a semelhança entre mulheres e maças?
"Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados… Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."
Machado de Assis
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
" A Mulher Ao Seu Lado É o Sonho de Outrem"
Não consegui deixar de "roubar" este texto ;) Achei que todos, homens e mulheres o deviam ler:
"Mulheres gostam de verdades. Mas não acreditarão fielmente de que seu celular estava sem bateria, de que seus amigos gostam dela ou de que sua ex-namorada não significa mais nada para você. Mulheres gostam de maquilhagens subtis e cabelos bem lisos. Mulheres têm olhos angelicais e diabólicos. Ambos funcionaram com você. Ambos te levarão ao céu ou ao inferno. Mulheres são péssimas motoristas. Mas óptimas condutoras.
Mulheres que não bebem são boas. Já as que bebem são ótimas. Mulher anda como quem desfila. Como quem grita por aí tua tendência a ser miss quarteirão de todos os anos. Melhor do que perfume caro é cheiro de banho tomado. E, também, o cheiro da pele suada que empresta sua essência às camisolas mais leves. Melhor do que vestidos da moda são as nossas blusas sociais sortudas. Aquelas que por algum motivo foram esquecidas na segunda gaveta e agora faz parte do cabide principal feminino.
Melhor do que cabelos alisados é rabo de cavalo ou fios inteiramente despenteados. Mulher deve dormir encolhida e acordar quase me expulsando da cama. Mulheres que xingam são mais atraentes. Mas não xingue como um ser depravado. Mulher tem que ter pudor para saber como não tê-lo nas horas certas. Mulher não precisa saber cozinhar. Mas cabem algumas tentativas frustradas.
As bonitas que me desculpem, mas lindas são as mulheres inteligentes. Mulher tem que ser interessante. Mas nunca interesseira. Imperfeições são sempre bem-vindas. Uns centímetros a mais na cintura. Uns dedos dos pés assimétricos. Um nariz fino demais para teu gosto. E uma bunda pequena demais para os padrões brasileiros. Mulher tem que ter peito. E seios também. Mulher tem que se fantasiar de homem turrão, vez em quando. Mas nunca se esquecer de lacrimejar num filme bobo – mesmo que seja assistido pela décima oitava vez. Mulher tem que saber falar “Eu te amo” e “Eu quero transar”.
Mulheres gostam de perfumes, ciúmes e gargalhadas. Mas odeiam cócegas. Cócegas a deixam vulneráveis. Mulheres gostam de toque, de voz ao pé do ouvido e de carinhos no lóbulo da orelha. Se uma mulher gosta de você, você estará lindo com tua camisa mais cara ou com tua jaqueta mais brega. Mulheres são mães e filhas. Mas nunca a trate como você se fosse seu pai. Mulheres gostam de igualdade.
Mulheres são inocentes com aqueles pseudo-amigos que – no fundo, no fundo – querem roubar seus beijos. Não discuta. Nem tente ensiná-la a maldade que passeia pela cabeça de alguns meninos. Apenas aceite que a mulher que te acompanha é o sonho de consumo de vários outros por aí – nunca se esqueça disso. Essa é a lição mais importante que você tem que aprender."
Tirei este texto daqui e dou os sinceros parabéns a Hugo Rodrigues, o seu autor.
Aproveitem e passem no cantinho dele. Tem textos fascinantes ;)
sábado, 26 de outubro de 2013
"Quem brinca com o fogo queima-se"
É o que dizem!
Algumas pessoas deviam aprender isso antes que o fogo queime mesmo :s
Só espero que o aprendam mesmo a tempo. Mas, seja como for, sei que se ainda não se queimaram irão saber em breve. Esperemos pelas novidades! E que sejam boas!
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Comida das Avós de todo o mundo - Encontra a semelhança!
As diferenças são bem visíveis. A semelhança é que cada uma destas mulheres, para além de serem avós xD, cozinham por amor :) Como diz Mia Couto:
"Cozinhar não é um serviço, meu neto. - disse ela
Cozinhar é uma forma de amar os outros!"
sábado, 12 de outubro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
Como é possível não gostarem de animais???
Nos maus momentos, quando vou chorar para o meu quarto, é costume as minhas cadelas aparecerem pouco depois à minha beira. A mais pequenina, a Nici, saltou para a cama, deitou a cabeça no meu peito e depois começou a lamber as minhas lágrimas. Já a dalmata, a Luka, que é mais sensível e mais nervosa, ficou debaixo da cama a choramingar comigo...
São uns amores, são os meus amores e parte de mim pode sorrir porque sabe que elas fariam tudo por mim, tal como eu faria tudo pelas minhas tchubis!
São uns amores, são os meus amores e parte de mim pode sorrir porque sabe que elas fariam tudo por mim, tal como eu faria tudo pelas minhas tchubis!
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Achei divinamente perfeito:

"E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado."
- Mário Quintana
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Somos um pouco tipo isto:
As borboletas não podem ver as suas asas.
Não podem ver o quanto realmente são bonitas,
mas todos os outros podem.
As pessoas também são assim...
sábado, 24 de agosto de 2013
Chorei Como Precisava!
Em resposta ao este comentário do doce João:
tenho a dizer que adorei a primeira expressão!
Vi pela 1ª vez o filme de um livro que adoro - vejam o trailer:
Li este livro há alguns anos e sempre foi dos meus predilectos.
tenho a dizer que adorei a primeira expressão!
"Quem nunca teve medo que atire a primeira almofada! :)"Não escrevi um texto numa folha, mas analisei bastante o porquê desta melancolia e achei a cura! ;)
Vi pela 1ª vez o filme de um livro que adoro - vejam o trailer:
Meu Pé de Laranja Lima.
Li este livro há alguns anos e sempre foi dos meus predilectos.
O filme não corresponde totalmente ao livro, mas contêm aquele gostinho que o livro nos deixa.
Admito: chorei! Chorei bastante! Chorei como precisava, sem medo de acordar alguém ou de incomodar. Chorei por todas as vezes em que engoli o choro e pus a mascará do "eu sou forte e nada me derruba".
É... Precisava mesmo de chorar.
Chorei como não fazia à muito tempo e só no final, quando todas as minhas lágrimas se libertaram, é que senti a falta daquele abraço. Daquele que esmaga os pulmões e também qualquer insegurança. Daqueles que retiram o ar dos pulmões e qualquer preocupação da cabeça.
É... Senti saudade.
Senti até saudade de fazer de tudo para mostrar que estou irritada mas não conseguir controlar o riso com as baboseiras que ele me diz. Saudades de toda a raiva que me consome por não ser capaz de o odiar.
É... Senti saudades dele*
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